terça-feira, dezembro 03, 2013

Nem sempre é fácil aceitar as decisões que vem do coração, por outro lado porém, é impossível ignorá-las, fazer de conta que não é nada quando na realidade é tudo. Acabei por aprender o sentido da mítica frase do podes fugir mas não te podes esconder, que se enquadra perfeitamente numa história como esta.

Maria era uma rapariga simples, longos cabelos loiros, riso esganiçado e voz estridente que sonhava conquistar o mundo, ou pelo menos ainda era ingenua o suficiente para acreditar que tal seria possível.
De baixa auto estima, alguns amigos, muitos conhecidos; nem todos tinham a capacidade de saber interpretar a sua  visão das coisas, do mundo e das pessoas. Como todas as pessoas Maria tinha seus altos e baixos, no entanto havia algo no olhar de Maria que era diferente, algo que a tornava especial ao seu jeito; uma capacidade de sonhar e acreditar em sonhos era aquilo que, nos momentos piores levava Maria para outra dimensão, onde tudo era possível, onde havia uma esperança inimaginável.
Seu nome não era Maria, seus cabelos não eram assim tão longos, seu nome era Raquel, todo o resto faz parte de quem eu sou; todos os sonhos, esperanças, mundos paralelos...
Sim ainda sonho com um mundo perfeito, onde a verdadeira felicidade existe, onde existem pessoas com a capacidade suficiente para entender este meu mundo, e vou mais além em acreditar que o amor é real e existe, e sei que o irei encontrar, não me importo de esperar. Porque um raio de sol, uma luz ao fundo do túnel é mais fácil de identificar quanto maior for a escuridão em que te encontras.