quarta-feira, fevereiro 27, 2008

" A pedra está aí. O distraído tropeça nela, o violento usa-a como projéctil, o empreendedor contrói com ela, o caminhante usa-a para se sentar quando está cansado.
Para as crianças é um brinquedo, Druminde fez dela um poema, David usou-a para matar Golias, e MIguel Angêlo tirou dela a mais bela das esculturas.
Em todos os casos, a diferença não estava na pedra, mas na pessoa"

Miguel Guerra

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

The true measure of a shinobi is not how he lives but how he dies.
It's not what they do in life, but what they did before dying that proves their worth.
Thinking back on it, my story is one full of failures.

The last words of Jiraya.

"The tale of Uzumaki Naruto"


É outro mundo

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

O que há em mim é sobretudo cansaço-
Não digo disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas-
Essas e o que falta nelas eternamente-;

Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada,
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possivel,
POrque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto....
Parar mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo, cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...


Álvaro de Campos

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Sonho de uma tarde de verão

Uma fuga por entre a erva de tom dourado por causa do sol, tu corrias á minha frente, eu tentantava seguir as tuas passadas que eram um pouco maiores que as minhas.
Na verdade, nem sei bem o motivo desta fuga, mas, tudo á volta se tornava cada vez mais belo á medida que avançava-mos, então continuei a correr e correr!
Derrepente, tu tropeças e cais, quem visse diria que te tinhas partido todo, mas, tudo o que deu para faezr foi olhar-te e soltar uma enorme gargalhada enquanto olhava o teu sorriso em simultâneo. Lá te ajudei a levantar, e reparei melhor na situação.
O meu rosto encontrava-se suado devido aquela corrida debaixo daquele forte sol de verão, então o teu estado era melhor nem descrever, estavas imundo, tinhas pequenos aglumerados de terra e pedaços de erva no corpo todo, na realidade o teu estado era bastante cómico, daqueles estados que dão para uma gargalhada de tarde inteira lá isso é verdade, mas apesar disso eu gostava, era a forma como o teu rosto se encontrava meio para o sujo, era a simples forma de me olhares, isso fazia-me gostar ainda mais.
Perguntaste-me em que estava a pensar e eu nao respondio, pelo menos nao por palavras, soltei um largo sorriso e então empurrei-te novamente para o chão sem dar conta que estavas a agarrar na minha mão e a pôr-me no chão tambem!
Percebeste então a razão do meu pensamento, mas agora também tu te rias, mas apenas um pouco! Na realidade tinhas fortes motivos para isso, o meu estado nao era muito melhor que o teu, mas isso, pouco importava!
Foi então que um silencio irrompeu pelo campo, estávamos ali deitados sobre a terra e o sol, olhamos um para o outro durante largos momentos.
Quando realmente damos de conta do decorrer da situação pomo-nos de pé de um jeito brusco e desajeitado!
Decidimos então não perceber o que se passara ali e voltar para trás deixando o campo, o sol, a terra e tudo isso de lado.
Sacudimo-nos e fomos embora no mesmo sentido mas em diferente direcção!


POrque pequenos pormenores destes fazem agora todo o sentido!
POrque é teu jeito, tão tipicamente teu e que eu tão tipicamente gosto.

sábado, fevereiro 02, 2008

"Somos todos protagonistas da nossa existência e, muitas vezes, são os heróis anónimos que deixam as marcas mais duradouras."

by: Paulo Coelho


Porque a vida é uma espécie de peça de teatro encenada e protagonizada por nós.
Mas na vida, ao contrário das outras peças de teatro vulgares, não interessa quem fica com os melhores papéis, mas sim a forma como os representam e como improvisam.
Nem sempre somos capazes de entrar em cena da melhor forma, nem sempre vamos de acordo com o texto que nao existe para decorar.
Vamos vivendo como quem caminha, paço a paço.
POrque da mesma forma que se aprende a andar, aprende-se a viver.
Mesmo com muita prática acabamos sempre por tropeçar no local mais estúpido que possa existir, acabamos por cair no mesmo buraco de sempre apesar de passarmos lá todos os dias, o que temos de aprender é que ali há um buraco e que á volta tambem é caminho!
Nem sempre podemos saltar barreiras mas por vezes podemos contorna-las!
Quando aprenderes a caminhar, aprendes a viver!